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Panorama de mercado semanal – 15/04/13 às 8h11

15/04/2013

… Entretanto, deve-se ponderar que o risco implícito na decisão de manter a Selic nesse momento e assimétrico, no sentido de que se teria muito mais a perder ao não elevá-la, do que o contrário.”.

Brasil

A dinâmica recente da economia brasileira começa a apresentar sinais de cansaço. Apesar das estimativas de crescimento do PIB realizadas tanto pelo governo como por alguns analistas econômicos na faixa de 3,5% a 4% em 2013, o índice IBC-Br, que se presta a sinalizar a direção e intensidade do crescimento econômico no futuro tropeçou em sua série histórica em fevereiro, ao apresentar recuo de 0,52% frente ao aumento de 1,43% registrado em janeiro/13, como se pode observar a seguir.

IBC-Br série

O governo tem feito o que está a seu alcance para estimular o crescimento da economia, dentro de uma conjuntura onde o consumo das famílias começa a perder força. Não pela situação do emprego e da renda, que permanecem muito favoráveis; mas, pelo comprometimento de sua renda com o consumo recente de bens e pelo aumento da inflação que começa a determinar perda real de salários e renda.

Além disso, o governo vem “queimando a gordura” de seu resultado primário, ao comprometê-lo com uma série de desonerações e renúncias fiscais que, apesar dos esforços, não parece ter tido efeito substancial tanto sob a ótica da dinâmica inflacionária atual quanto sob a ótica do investimento privado.

Dessa forma, além da questão relativa ao intervencionismo exacerbado do governo na economia que prejudica sobremaneira o desenvolvimento do mercado de capitais, pesam contra o desempenho da bolsa de valores uma situação de retração potencial do consumo piorada pelo virtual aumento da taxa básica de juros.

Tudo isso combinado com a ausência de investimentos (privados e públicos) em nível suficiente para recompor a demanda (em um primeiro momento) e a oferta  (em um segundo momento) agregadas.

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa.

Diário

IBOV_diario_2013-04-14_1857

Nota-se que o desempenho favorável dos primeiros dias da semana foi substituído por quedas sucessivas nos últimos dois pregões da semana.

Semanal

IBOV_Semanal_2013-04-14_1858

Esse fraco desempenho fica mais claro ao se visualizar o gráfico semanal do Ibovespa, que continua a mostrar tendência de queda para o índice, a despeito de ter conseguido se manter acima do suporte dos 54.530 pontos.

Entretanto, não se pode deixar de ressaltar a “derretida” nos preços de OGXP3, que certamente contribui para a queda do índice na semana.

Renda Fixa – Brasil

A divulgação da taxa de inflação (IPCA) de março/13, – que em base mensal registrou 0,47%, e nos últimos 12 meses 6,59% -, apesar de ter vindo abaixo do esperado no mès, consolidou o movimento de ajuste para cima nas taxas de juros dos DI’s futuros, após muita oscilação ao longo da semana passada.

Mercado futuro de taxas de juros

Conforme pode ser observado pelo gráfico abaixo, tomando-se as taxas de juros projetadas pelos DI’s, espera-se que o Copom venha a aumentar a taxa Selic para a faixa dos 7,50% aa – 7,60% aa em sua reunião marcada para 16 e 17/04 próximos. Entretanto, não se pode dizer que a elevação na Selic não supere o patamar projetado, já que se especula por um aumento de até 0,50 p.p., o que traria a Selic para o patamar de 7,75% aa.

TSelic 15-04-13

* Método utilizado para estimação das taxas Selic: interpolação exponencial. Diferencial entre taxa CDI e taxa Selic estimado em 0,11 p.p.

O mercado procurou reproduzir por meio do ajuste nas taxas, o início do ciclo de aumento da Selic, em linha com a preocupação, externada pelo Banco Central – e o governo em geral -, com o patamar e difusão da taxa de inflação corrente no país. Vale observar o tamanho e a direção do ajuste ocorrido nas taxas de juros (em pontos percentuais – p.p.), que aparece na coluna Delta taxa Spot (p.p) nos gráficos abaixo.

O movimento de alta das taxas de juros futuras não foi linear ao longo de todos os vencimentos de DI’s futuros, conforme o balanço de uma gangorra. Como pode ser percebido pelos gráficos e tabelas de taxas de juros spot e a termo referentes ao fechamento de 12/04/13 – ajustados para 15/04/13  -, houve forte elevação nas taxas de juros para os vencimentos de DI’s mais curtos, enquanto que para os mais longos, as taxas de juros registraram recuo.

DI’s de prazos curtos

Curvas_15-04-13 curta ajustada

DI’s de prazos longos:

Curvas_15-04-13 longa ajustada

Resta ver qual será o veredito do Copom na quarta-feira que, se for contrário ao esperado pelo mercado, poderá inverter o movimento das taxas de juros registrado na semana passada – derrubando as de prazos mais curtos e elevando as de prazos mais longos.

Entretanto, deve-se ponderar que o risco implícito na decisão de manter a Selic nesse momento e assimétrico, no sentido de que se teria muito mais a perder ao não elevá-la, do que o contrário.

Bons negócios!

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