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Panorama de mercado semanal – 08/04/13 às 9h57

08/04/2013

“… Entretanto, cabe perguntar se, de fato, as bolsas de NY possuem fundamento econômico real para continuar a subir – acima das máximas registradas antes da crise de 2008 -, ou se tudo não passa de uma tremenda bolha especulativa que pode precipitar em um forte ajuste negativo em breve?…”.

Brasil

A prorrogação do IPI para veículos no Brasil mostra que a prioridade do governo é o crescimento econômico, ao procurar estimular – de todas as maneiras – o fraco desempenho corrente da indústria brasileira como um todo e da indústria automobilística em particular para 2013.

Bolsa

A semana foi ruim para a bolsa de valores local, com o Ibovespa testando mínimas em cerca de 9 meses. Entretanto, como se pode notar, nos últimos dois dias da semana passada o índice Ibovespa conseguiu manter importante nível de suporte diário na faixa dos 54.500 pontos, apesar de ter testado os 53.870 pontos na quinta e na sexta-feira.

Veja, a seguir, os gráficos candlestick diário e semanal do Ibovespa, com base no fechamento de 05/04/13.

Diário

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Semanal

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A excessiva intervenção do governo na economia, e dúvidas acerca de seus fundamentos têm levado os investidores a sair da bolsa de valores local.

Exterior

No exterior, as bolsas de valores deram sinais de relativo esgotamento do movimento de alta, com realização de lucros, principalmente na Europa. O cenário europeu continua conturbado, com escândalos financeiros na Espanha, perspectiva de novas eleições na Itália e a contínua repercussão negativa da solução adotada em Chipre. Tudo isso regado à certeza de uma retomada econômica incerta no continente nos próximos meses.

Nos EUA, as bolsas de valores parecem ter antecipado, já há algum tempo, a relativa melhora na economia do país. Essa antecipação foi, em grande medida, consequência da política monetária super-expansionista adotada pelo FED, por meio dos recorrentes QE’s (relaxamentos quantitativos) que resultaram em compras bilionárias de treasuries pelo FED.

Entretanto, cabe perguntar se, de fato, as bolsas de NY possuem fundamento econômico real para continuar a subir – acima das máximas registradas antes da crise de 2008 -, ou se tudo não passa de uma tremenda bolha especulativa que pode precipitar em um forte ajuste negativo em breve?

Renda Fixa – Brasil

No Brasil, a indefinição acerca da direção da taxa básica de juros dentro de um quadro de inflação pressionada, cercada pela incerteza causada frente a realização de uma política fiscal excessivamente expansionista pelo governo Dilma, faz com que o mercado de juros ora acredite em iminente aumento da taxa Selic, ora acredite em sua manutenção por longo período.

Desde a publicação do relatório Focus referente a 22/03 até o relatório de 28/03, não aconteceram mudanças expressivas com relação às expectativas do mercado frente às principais variáveis macroeconômicas do país para 2013 e 2014.

O destaque continua sendo a taxa de inflação esperada (pelo IPCA), que permanece na faixa dos 5,70% a 5,80% para 2013 e 5,68% a 6,00% para 2014. Já no caso do câmbio, as cotações esperadas não têm apresentado grande oscilação, tendo variado em torno dos R$ 2,00/US$ a R$ 2,05/US$ para 2013 e 2014 respectivamente.

Veja detalhes em http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp, assim como as previsões atualizadas do mercado para essa semana.

Nesse sentido, a incógnita continua sendo o que o Copom fará em sua reunião marcada para o meio de abril. A considerar a taxa de juros implícita nos DI’s, o mercado trabalha, nesse momento, com estabilidade da Selic em 7,25% aa, apesar de toda a polêmica criada sobre a independência ou não do Banco Central em relação à definição da política monetária em um cenário de necessidade de retomada do crescimento econômico do país.

Confira, a seguir, as taxas de juros Selic estimadas pelo mercado, com base nas cotações de fechamento de sexta-feira, ajustadas para essa manhã de segunda-feira.

Tx Selic ajuste 08-04

As taxas de juros dos DI’s futuros apresentaram oscilações características de uma “gangorra” na semana passada, em função da expectativa criada pela incerteza referente à atuação do Banco Central na definição da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom: ora aumentando, ora diminuindo a inclinação da curva de juros spot, na medida em que se esperava, respectivamente, o adiamento da elevação da Selic ou o seu aumento imediato.

Pode-se ver, a seguir, o gráfico e tabela  de taxas de juros spot e a termo referentes ao fechamento de 05/04/13 – ajustados para 08/04/13.

DI’s de prazos curtos:

Juros DI curtos ajuste 08-04

DI’s de prazos longos:

Juros DI longos ajuste 08-04

Bons negócios!

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