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Panorama de mercado – 24/01/2013 às 9h32

24/01/2013

… Talvez fosse melhor para o empresário (e para os acionistas), que ele deixasse de criar turbulências acerca de suas empresas e as deixasse trabalhar para que, ao final, o mercado pudesse refletir adequadamente os fundamentos de suas empresas. Mas a questão que se coloca é: será que uma postura low profile faz parte do perfil de Eike Batista?…“.

Mundo

As bolsas de valores da Ásia fecharam em divergência, apesar do resultado acima do esperado registrado pelo PMI preliminar da indústria da China calculado pelo HSBC em janeiro. Destaque positivo para a bolsa de Tóquio, que subiu 1,28% (índice Nikkei) e negativo para a bolsa da China, que caiu 0,79% (índice Xangai). No caso da bolsa chinesa, a queda foi motivada pela ameaça de testes de armas nucleares a serem realizados pela Coreia do Norte.

http://www.reuters.com/finance/markets/asia

O mercado já começa a antever a possibilidade de sobreaquecimento da economia chinesa, o que pode levar a inflação do país para patamares acima do desejado pelo governo e, consequentemente, deflagrar medidas econômicas restritivas por parte do governo do país em breve.

http://www.bloomberg.com/news/2013-01-24/china-s-stock-index-futures-advance-before-manufacturing-report.html

Na Europa, as principais bolsas de valores operam com viés positivo às 8h32, apesar do resultado abaixo do esperado registrado pela Apple no 4TRI/12. Existe receio de que o setor de tecnologia desacelere seus resultados.

http://www.reuters.com/finance/markets/europe

Entretanto, a indústria na Europa começa a apresentar uma perspectiva mais favorável, com a melhora para o PMI da indústria para a zona do euro em janeiro. Apesar do indicador ainda sinalizar contração, a melhora frente a dezembro veio acima do esperado.

http://www.reuters.com/article/2013/01/24/us-recession-eurozone-idUSBRE90N09Z20130124

Por outro lado, apesar da possível melhora na perspectiva da economia, o mercado europeu antevê uma possível realização de lucros em breve devido às seguidas altas e máximas recentes registradas nas principais bolsas do continente.

Nos EUA, os futuros de índices de ações operam em divergência às 8h49. Ontem, a Câmara dos EUA, de maioria republicana, aprovou o aumento temporário (até maio/13) para o teto da dívida do governo dos EUA. Não devem ocorrer problemas para fazer a medida passar no Senado, de maioria democrata.

http://www.bloomberg.com/markets/stocks/futures/

http://www.reuters.com/finance/futures

Apesar de resolver o problema imediato, negociações políticas serão necessárias até lá, para compor a redução dos gastos do governo no orçamento público que promete ser muito deficitário. O problema fiscal dos EUA é grave e complicado de se resolver, dada a diferença de pontos de vista e divisão de poder equilibrada existente no Congresso do país.

Conforme se pôde observar em dezembro, a ameaça fiscal pode voltar a ser um driver para a baixa das bolsas nos EUA. Além disso, permanece a divergência de opiniões dentro do FED, em relação ao término antecipado (ou não) dos estímulos monetários fornecidos para a economia do país. Atenção!

http://www.bloomberg.com/news/2013-01-24/bernanke-seen-pressing-on-with-stimulus-amid-debate-on-qe.html

Brasil

A Bovespa conseguiu fechar com alta moderada, com o índice Ibovespa tendo registrado aumento de 0,44%, aos 61.966 pontos. Apesar da alta do índice, as ações da Petrobras e da Vale fecharam em leve baixa.

http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2664929/llx-ogx-jbs-sobem-forte-ccx-recua-mesmo-com-opa

Pode ser que a melhora no PMI da indústria chinesa estimule uma melhora nos preços dessas ações que estão às voltas com problemas específicos: defasagem nos preços dos combustíveis para a Petrobras (e ingerência política do governo) e multa bilionária (cobrada pela Receita Federal) para a Vale.

Veja, a seguir, o gráfico candlestick do Ibovespa.

IBOV_diario_2013-01-24_0927

Suporte: 61.500 pontos; 61.000 pontos.

Resistência: 62.000 pontos; 62.473 pontos.

Continua a novela  “O futuro das império EBX”, com mais um capítulo versando sobre o fechamento de capital da CCX, de Eike Batista. A incerteza rondando os termos da OPA anunciada pelo empresário, seu acionista controlador, cria volatilidade entre o preço das  ações das demais companhias do grupo EBX.

Talvez fosse melhor para o empresário (e para os acionistas), que ele deixasse de criar turbulências acerca de suas empresas e as deixasse trabalhar para que, ao final, o mercado pudesse refletir adequadamente os fundamentos de suas empresas. Mas a questão que se coloca é: será que uma postura low profile faz parte do perfil de Eike Batista?

Bons negócios!

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