Skip to content

OGX Petróleo: quem tudo quer nada tem – 27/11/12 às 14h25

27/11/2012

Após uma tremenda crise de credibilidade, que nem ao menos se encerrou, a OGX dá mostras de que parece achar que seu portfolio de áreas para exploração de petróleo e gás não é suficientemente grande para seu apetite.

A OGX acaba de comunicar ao mercado que adquiriu da Petrobras, por US$ 270 milhões, participação de 40% no bloco BS-4 (localizado na Bacia de Campos), onde a Queiroz Galvão e a Barra Energia do Brasil têm respectivamente 30% de participação cada.

Há pouco mais de 1 ano atrás a Queiroz Galvão adquiriu da Shell do Brasil 30% de participação na área por uma valor de US$ 157,5 milhões. Se for aplicada uma simples “regra de três” em relação ao valor pago pela OGX hoje (US$ 270 milhões), chega-se a conclusão que os 40% de participação adquiridos pela OGX deveriam ter custado apenas US$ 210 milhões. Uma diferença de US$ 60 milhões, que corresponde a uma valorização implícita da área de aproximadamente 28,5% no período de pouco mais de 1 ano – no qual o petróleo do tipo WTI se desvalorizou cerca de 8%.

Cabe perguntar: não seria melhor otimizar (em termos de aumento de produção e produtividade) as áreas que a companhia já possui, fazendo-as produzir e gerar receita para ela, ao invés de investir mais recursos (US$ 270 milhões) na aquisição de novas áreas? Vale lembrar que a compra da participação no bloco representa apenas a ponta do iceberg em termos de gastos para a companhia; já que, depois disso, serão necessários mais investimentos para torná-lo operacional.

O mercado já caminhava com muitas ressalvas em relação ao futuro da companhia desde a época do episódio de Tubarão Azul, daí a razão para o preço do papel ter sofrido, até esse momento, uma das maiores quedas do ano na bolsa. Tinha dúvidas da capacidade financeira da companhia bancar sua operação e os investimentos necessários para torná-la viável, do ponto de vista econômico-financeiro. Além disso,vinha se mostrando muito frustrado com o volume produzido de óleo da companhia até o momento, muito aquém do “prometido”.

Seu controlador, Eike batista, em uma sinalização de que acreditava no “futuro promissor” da OGX, assumiu o compromisso, há cerca de 1 mês, de injetar US$ 1 bi na companhia (dentro de determinadas condições), por meio da venda de uma opção de venda americana para a OGX com preço de exercício de R$ 6,30/ação.

Vale lembrar que o preço atual da ação é de cerca de R$ 4,50, o que torna o exercício da opção cada vez mais “interessante” para a OGX. Ainda mais se a companhia começar a consumir o seu caixa disponível em novas aquisições de áreas para prospecção de petróleo. Nesse sentido, é bastante possível que Eike Batista seja obrigado a  comprar mais US$ 1 bi em ações da OGX.

Para se ter uma ideia da “volúpia” da companhia, deve-se ressaltar que o vendedor da área adquirida pela OGX é a “pequena” Petrobras que acha por bem gerenciar, nesse momento, um programa de desinvestimento em ativos.

Será que esse poço, recém-adquirido pela OGX, representa tanto assim do ponto de vista estratégico para a companhia que a leve, novamente, a dar sinais trocados para o mercado?

Entretanto, resta ver se os rumores de negociação de fatia próxima a 25% do capital da OGX, por algo em torno de US$ 3 a US$ 3,5 bi não se transformam em realidade… Isso, certamente, seria uma boa notícia para o mercado.

Bons negócios!

Acesse também

http://www.investcerto.com.br

Siga a InvestCerto no Twitter

http://twitter.com/investcerto

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: