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Panorama de mercado – 17/10/2012 às 8h15

17/10/2012

Agenda

EUA: novas permissões para construções de residências para setembro; início de novas construções de residências para setembro; variação nos estoques de petróleo para a semana passada.

Europa: produção do setor de construção para a zona do euro referente a agosto; novos pedidos de seguro desemprego para o Reino Unido referente a setembro; ata da última reunião de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), taxa de desemprego para o Reino Unido referente a agosto.

Ásia: indicadores para a China referentes a setembro a serem divulgados via conferência de imprensa – variação do PIB do 3TRI/12; variação dos investimentos em capital fixo; variação da produção da indústria; variação das vendas no varejo; variação no investimento estrangeiro direto.

Brasil: vencimento do contrato futuro de Ibovespa referente a outubro; IGP-10 da FGV referente a outubro; IPC da FIPE referente a 2a. quadrissemana de outubro; variação do fluxo cambial para a semana passada.

Mercados

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nessa madrugada, na esteira da alta das bolsas ocidentais no pregão de ontem. As bolsas da Europa têm alta moderada às 8h10, assim como os futuros de índices de ações em NY, que experimentam leve alta no mesmo instante.

Conjuntura

Após a forte alta de ontem, motivada pela expectativa de que a Espanha venha a formalizar o seu pedido de resgate financeiro, os mercados europeus seguem com cautela nessa manhã, apesar da inesperada manutenção de grau de investimento para a Espanha – conforme comunicado pela agência Moody’s ontem à noite.

Indicadores acima do esperado para os EUA também contribuíram para o forte desempenho das bolsas nos EUA. No entanto, apesar do otimismo com a perspectiva da economia do país, os futuros de índices de ações seguem indefinidos e o petróleo acusa leve queda às 8h10.

O motivo para a cautela são os esperados indicadores da economia chinesa, a serem divulgados hoje. Além disso, está agendada reunião de cúpula para os membros da União Europeia (UE) para quinta e sexta-feira em Bruxelas. A pauta prevê a discussão sobre uma supervisão bancária única na região. Entretanto, há temor de que não se chegue a um consenso, como de hábito, tendo a Alemanha como principal “elemento desagregador” nas discussões. A conferir…

Brasil

O desempenho do Ibovespa mostrou volatilidade no pregão de ontem. A razão seria a briga entre comprados e vendidos (rolagem) no índice futuro de outubro que vence hoje na bolsa. Além disso, o comportamento das ações da Petrobras contribuiu para aumentar a volatilidade do índice Ibovespa à vista, uma vez que o seu preço oscilou do campo positivo para o negativo na parte final do pregão; tendo conseguindo, todavia, fechar no zero-a-zero.

A discussão que está implícita na oscilação dos preços das ações da Petrobras é o vai-e-vem da novela sobre novos reajustes para os combustíveis no Brasil. Conforme ressaltado no Estudo: Petrobras e o reajuste dos combustíveis – 17/10/2012, esse processo tem alimentado muita especulação e oscilação nos preços das ações da companhia. No limite, a situação é danosa ao acionista minoritário, com destaque para o pequeno acionista, que fica perdido no meio dessa briga de “tubarões”.

Para ter uma visão mais objetiva sobre os erros do governo brasileiro, acionista controlador da Petrobras, assim como da gestão implementada pela companhia nos últimos anos, vale observar o desempenho do preço da ação no mercado local, assim como o seu ADR, negociado na bolsa de NY.

Veja, a seguir, o gráfico candlestick semanal de PETR4.

Conforme pode-se observar, o preço da ação segue um linha de tendência de baixa (LTB) desde sua máxima histórica, registrada em maio/2008. Nota-se, também, a recuperação recente dos preços, a partir de junho/2012, conforme o canal de alta delineado no gráfico.

Veja, a seguir, o gráfico candlestick semanal do ADR de  PETR4.

O gráfico do ADR de PETR4 é praticamente idêntico ao de PETR4, como esperado. Nota-se o mesmo comportamento observado no preço da ação.

Diferenças à parte, os dois gráficos mostram que os preços da ação/ADR estão testando a resistência indicada pelas respectivas linhas de tendência de baixa (LTB). Entretanto, conforme pode ser observado pelo gráfico de PETR4, nota-se que o preço da ação não tem conseguido romper essa resistência nas últimas 6 semanas.

Olhando-se apenas o gráfico do ADR de PETR4, percebe-se a formação de um “longo” triângulo de baixa, o qual deve ser finalizado em breve. Conclusão: ou o preço da ação/ADR consegue romper a resistência da LTB e sobe, ou pode vir a dar mais dor de cabeça e arrependimento aos seus acionistas.

Bons negócios!

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