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Estudo: Petrobras e o reajuste dos combustíveis – 17/10/2012

16/10/2012

Começa-se a experimentar uma volatilidade nos preços das ações da Petrobras que prejudica os acionistas da companhia. A própria direção da petrobras contribui para isso, por meio de declarações a torto e a direito sobre reajuste dos combustíveis.

Uma hora fala-se de reajuste puro e simples no preço da gasolina, outra hora fala-se em aumento do percentual de etanol na gasolina. Ontem falou-se em desconto no preço da gasolina na rede Petrobras para forçar uma baixa generalizada de preços na concorrência; movimento que viabilizaria um aumento de preços junto às distribuidoras sem que o consumidor sentisse nos bolsos o aumento.

E nessa toada, os preços das ações da Petrobras flutuam conforme o boato do dia – ou pior, conforme a declaração (da direção da companhia) do dia.

A Petrobras precisa ter o preço da gasolina que fabrica em equilíbrio com os preços da commodity no exterior. Uma vez que importa mais do que exporta nesse momento, acaba tendo prejuízo já que o preço externo que paga ao importar gasolina é superior ao preço da gasolina vendida pela companhia no Brasil. Ou seja, a gasolina cujo preço é controlado pelo governo, está “barata” internamente, enquanto no exterior custa mais caro.

Esse desajuste tem causado prejuízos recorrentes à Petrobras e a nova administração da companhia, sob a batuta de Graça Foster, tem procurado sensibilizar o governo de que a “paridade” do preço dos combustíveis deve ser recuperada.

Não há dúvida de que a situação deve ser corrigida. A Petrobras tem projetos em andamento que envolvem investimentos na casa dos 250 bilhões de dólares nos próximos 5 anos. A companhia precisa ser lucrativa para sobreviver, além de que o seu acionista precisa ser remunerado adequadamente para ter interesse em continuar como acionista da empresa.

Entretanto, deve-se questionar o por quê da existência de tal problema:

– se a companhia fosse autosuficiente na produção do petróleo ela, provavelmente, não precisaria importar combustíveis para suprir a demanda do mercado local. Portanto, não existiria o tal prejuízo, mesmo sem que a paridade fosse recuperada.

– se o governo não incentivasse o consumo de combustíveis, provavelmente, a Petrobras não precisaria importar combustíveis para suprir o excesso de demanda existente atualmente no mercado local. Portanto, não existiria o tal prejuízo, mesmo sem que a paridade fosse recuperada.

Assim, percebe-se que além do problema apontado pelo mercado em geral e pela direção da Petrobras em particular – em relação à paridade do preço dos combustíveis -, existem outros problemas anteriores, derivados de escolhas políticas, decisões de política econômica e de planejamento estratégico originados no governo central.

Quem sabe, uma política econômica e um planejamento estratégico mais equilibrados por parte do governo não pudessem minimizar tais inconvenientes para a Petrobras e seus acionistas. Isto é, o reajuste dos combustíveis não pode ser encarado como solução de todos os problemas da companhia. Ao contrário, ele representa apenas a ponta do iceberg.

Bons negócios!

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