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Panorama de mercado – 22/08/12 às 8h50

22/08/2012

A agenda local tem como destaque a divulgação do índice IPCA-15 de agosto, que mede a inflação do dia 15 do mês anterior ao dia 15 do mês corrente. Por isso, o IPCA-15 funciona como uma projeção do IPCA fechado do mês de agosto.

Principal variável que o indicador afeta: cotação do câmbio, taxas de juros, com destaque para os títulos prefixados, DI’s na BM&F e títulos públicos.

Já no exterior, a venda de imóveis usados para julho nos EUA deve mostrar a contínua melhora do mercado imobiliário nos EUA. Entretanto, o evento mais aguardado do dia é a publicação da ata da última reunião do FED, realizada em 31/07 e 01/08. Por meio de sua leitura o mercado poderá avaliar qual a chance de que o FOMC venha a lançar nova edição do QE – quantitative easing – em sua próxima reunião, marcada para 12 e 13/09/12.

Ao final da noite, a China divulgará os indicadores antecedentes e o índice PMI relativos, respectivamente, a julho e agosto/12. A fraqueza dos indicadores confirmará a necessidade do governo chinês de voltar a conceder estímulos para a economia do país.

Ao mesmo tempo, a Grécia enfrenta uma maratona de reuniões na Europa entre hoje e amanhã. O seu primeiro ministro terá reuniões com os ministros de finanças do Euro-grupo, com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente Francês, Francois Hollande.

As bolsas de valores da Europa estão em baixa nessa manhã, na esteira da queda das bolsas asiáticas ocorrida durante a madrugada. Além disso, os futuros de índices de ações estão em queda em NY, EUA.

Depois de um forte e contínuo rali de alta recente, as bolsas de valores da Europa e dos EUA entram em processo de realização de lucros. Os motivos estão ligados à incerteza sobre o que acontecerá na economia mundial.

Depois de “muita espuma” e alta nos mercados na expectativa de breve solução para a crise da dívida europeia, com a compra de bônus soberanos de países da zona do euro pelo BCE, assim como pela edição de novo afrouxamento quantitativo nos EUA, e a aplicação de novos estímulos na China, os players preferem “pagar para ver”.

Ou seja, parece que os mercados tendem a queimar parte da gordura recente acumulada e só retomarão a alta a partir da realização de medidas concretas e efetivas pelos governantes europeus, pelo FED norte-americano e pelo governo chinês.

Vale lembrar que a corte alemã ainda precisa aprovar a criação do novo mecanismo de financiamento da dívida europeia em reunião marcada para o início de setembro, os líderes europeus precisam conceder “carta branca” para o BCE voltar a comprar bônus soberanos e o FED precisa implantar o QE3 para que tudo aconteça conforme o esperado pelos mercados.

Será que vai?

Bons negócios!

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