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Panorama de mercado – 13/08/12 às 9h25

13/08/2012

A agenda da semana não apresenta eventos de destaque, tanto em nível local quanto internacional.

A incerteza fica, portanto, por conta da expectativa de atuação do Banco Central Europeu (BCE) na compra de bônus da dívida soberanas de países europeus com problemas para financiar suas dívidas, com destaque para a Espanha e Itália.

Com a volta de Angela Merkel de suas férias de verão, espera-se que o assunto volte à pauta de reuniões na União Europeia (UE). Vale lembrar que o temor de que a Alemanha não apoie a medida voltou a assombrar os mercados e que uma definição da situação só deve ocorrer em 12/09/12, mediante votação no âmbito do parlamento alemão quanto à aprovação das medidas de auxílio financeiro definidas pela UE em final de junho.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE), banco central do Reino Unido, afirmou que a situação da crise da dívida europeia ainda não está resolvida e que a perspectiva de sua solução a curto prazo é difícil. Além disso, traçou cenário negativo para a recuperação econômica do continente…

Portanto, até a metade de setembro, muita água vai rolar por debaixo da ponte… Ao mesmo tempo, permanecem as dúvidas quanto à edição do QE3 (afrouxamento monetário) pelo FED. Apesar de haver “simpatizantes” da medida na diretoria do FED, também há aqueles que são contra ela. Dessa forma, a ansiedade será crescente até sua próxima reunião, marcada para 12 e 13/09/12.

Como se pode notar, há coincidência das datas em relação à decisão do parlamento na Alemanha e a reunião de setembro do FED; o que deve elevar consideravelmente o nível de estresse do mercado até lá.

Em paralelo, com os fracos indicadores econômicos referentes a julho apresentados pela China semana passada, aumentaram as chances de que o país venha a adotar novas medidas de estímulo para sua economia.

No plano local, apesar da recuperação acentuada da bolsa de valores (BMF&Bovespa) apresentada nas últimas semanas, ela acontece a reboque do humor nos mercados internacionais. Ou seja, ainda e frágil. Caso a incerteza aumente e os mercados internacionais venham a apresentar desempenho negativo, o nosso mercado deve acompanhar o movimento.

Ademais, a perspectiva de crescimento da economia local ainda é muito negativa, como pode ser visto pelo relatório Focus divulgado há pouco.

http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20120810.pdf

Como se vê, a estimativa de crescimento do PIB para 2012 recuou novamente, tendo apresentado crescimento esperado de 1,81%, frente a 1,85% registrado na semana passada. Além disso, a perspectiva de elevação da inflação local, como já sentido pela inflexão da curva de inflação (IPCA) ocorrida em julho, aumenta a chance de que o Banco Central venha a ter que aumentar a taxa Selic em 2013, mais cedo do que era esperado anteriormente.

Nesse sentido, o controle da inflação via aumento da taxa de juros básica da economia ao longo de 2013 pode vir a comprometer o esperado aumento da taxa de crescimento do PIB em 2013 e, principalmente, em 2014.

Bons negócios!

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