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Estudo: Vale SA – análise dos resultados: 2TRI/12 – 26/07/12 às 9h11

26/07/2012

Todavia, não se pode esquecer que o desempenho da Vale está muito exposto ao comportamento do mercado spot de minério de ferro que, por sua vez, depende, em grande parte, da demanda do minério realizada pela China. Ou seja, enquanto a China demandar o minério nas proporções atuais, a Vale terá condições de manter seu desempenho operacional. Entretanto, se o crescimento econômico chinês sofrer um forte revés em virtude da desaceleração econômica global, a Vale terá problemas…

O mercado aguardava com receio o desempenho da Vale no 2TRI/12. No entanto, as estimativas vieram próximas ao resultado divulgado ontem; mostrando que não se deve esperar oscilação forte no preço da ações da Vale por conta de eventuais “surpresas” no resultado divulgado. O resultado divulgado pela Vale registrou queda de cerca de 48% no lucro líquido do 2TRI/12 frente ao 2TRI/11.

Como já é de conhecimento do mercado, o desempenho da companhia é dependente dos ciclos econômicos mundiais. Nesse sentido, dada a conjuntura de desaceleração no crescimento econômico mundial, ações cíclicas, como as das produtoras de petróleo e as das mineradoras têm sido prejudicadas recentemente. Por outro lado, a Vale tem forte exposição ao desempenho econômico da China, e ao comportamento do mercado do minério de ferro, que representam mais de 50% de sua receita operacional.

Veja, a seguir, indicadores financeiros comparativos do resultado, selecionados pela companhia.

Mas para avaliar o desempenho da companhia, deve-se olhar “no detalhe” o que impactou o resultado do trimestre atual. O destaque fica por conta das “variações monetárias” ocorridas que, apesar de impactarem o resultado contábil, não afetaram o fluxo de caixa – geração de caixa da companhia. Conforme ressaltado pela Vale no release do resultado:

Entretanto, mesmo considerando que grande proporção da redução do lucro líquido possa ser atribuída a esse efeito contábil (não caixa) referente ao impacto cambial sobre a dívida em moeda estrangeira da companhia, a realidade é que, se não houvesse dívida atrelada ao dólar o efeito não existiria.

Sendo assim, a dívida em moeda estrangeira da Vale é fator importante para se avaliar. É bom ressaltar que se a companhia resolvesse quitar a divida “de uma tacada” ao final do 2TRI/12, essa perda não caixa se materializaria, uma vez que pagaria mais reais para resgatar a dívida, do que se o tivesse feito ao final do 1TRI/12, quando o dólar estava cerca de 11% mais barato em reais.

Veja, a seguir, os indicadores de endividamento selecionados pela companhia.

De qualquer maneira, a geração de caixa da companhia, obtida quando não são considerados esses efeitos não caixa, experimentou crescimento no 2TRI/12, em comparação com a obtida no trimestre anterior, como pode ser observado a seguir.

Além disso, o resultado operacional da Vale no 2TRI/12, que mostra qual o desempenho de sua operação sem considerar aspectos financeiros e impactos não caixa, foi superior ao do trimestre anterior. Veja, abaixo, o comentário feito pela Vale no release do resultado.

Para entender melhor de que maneira a companhia obteve esse desempenho, é importante conhecer detalhes a respeito de seu faturamento, ou receita operacional.

Percebe-se que dentro do portfolio de produtos da Vale, o de maior importância é o minério de ferro, que contribui com cerca da metade da receita obtida pela companhia. Apesar do aumento na produção e venda do minério no 2TRI/12 frente ao trimestre anterior, os menores preços do minério obtidos pela companhia prejudicaram o seu resultado. Entretanto, essa “perda” foi mitigada pela redução do preço do “bunker oil”, como ressalta a companhia:

Todavia, não se pode esquecer que o desempenho da Vale está muito exposto ao comportamento do mercado spot de minério de ferro que, por sua vez, depende, em grande parte, da demanda do minério realizada pela China. Ou seja, enquanto a China demandar o minério nas proporções atuais, a Vale terá condições de manter seu desempenho operacional. Entretanto, se o crescimento econômico chinês sofrer um forte revés em virtude da desaceleração econômica global, a Vale terá problemas…

Isso pode ser comprovado ao observar a forma pela qual está distribuída geograficamente a receita operacional obtida pela Vale.

Bons negócios!

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