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Estudo: Long-Short PETR4 x VALE5 – 16/07/12 (detalhado)

16/07/2012

A conclusão do estudo de estratégia long-short entre PETR4 e VALE5, conforme o post Estudo: Long-Short PETR4 x VALE5 – 16/07/12 (às 8h58) de hoje de manhã, representa essencialmente a expectativa de descolamento positivo do retorno sobre PETR4 frente ao retorno obtido por VALE5 em futuro próximo.

O motivo desse descolamento é de ordem puramente fundamentalista e não sistemática; no sentido de que é possível esperar uma melhora sensível nos resultados da Petrobras em decorrência do “choque de gestão” e melhora esperada pelo mercado na “governança corporativa” da companhia.

Apesar da incerteza causada pelo bilionário plano de investimentos  projetado para realização nos próximos 5 anos na Petrobras, a nova presidente da companhia já dá mostras de que irá conduzir a companhia de maneira a “otimizar” seu desempenho, dadas as condições de contorno – onde o acionista controlador é o governo brasileiro.

A análise dos retornos passados para a PETR4,  ao longo dos últimos anos, mostrou que o o governo fez valer sua posição de controlador, tendo dirigido a companhia mais como um instrumento de política econômica do governo do que em prol dos acionistas.

Já no caso da Vale (VALE5), essa não foi a questão, tendo a VALE5 obtido um retorno muito superior ao da PETR4, mesmo no ambiente de crise vivido pelo mercado no pós-crise de 2008. Devido a esse descolamento positivo passado da VALE5 frente ao da PETR4 e, considerando-se que o cenário esperado para o desempenho financeiro da Petrobras melhorou substancialmente, é factível esperar uma recuperação relativa do retorno da PETR4 ante o retorno da VALE5.

Além disso, deve-se ter presente que o desempenho das duas companhias é muito condicionado ao que acontece na economia mundial. Ou seja, elas são afetadas de maneira muito similar pelo cenário macroeconômico mundial.

Dessa forma, estão definidas as principais premissas para justificar a estratégia de compra de PETR4 e venda simultânea de VALE5 – o chamado long-short.

Apesar desse cenário prospectivo, foi elaborado estudo quantitativo para aferir como estava a razão de preços PETR4/VALE5 no último ano, entre outros indicadores e medidas.. O objetivo foi perceber se haveria alguma vantagem flagrante (ou não) para PETR4 que justificasse a estratégia do ponto de vista quantitativo.

Não foi detectado viés a favor de PETR4, conforme pode-se ver pelo gráfico da razão de preços entre as duas ações logo a seguir. A única “pista” nesse sentido seria assumir que a razão de preços, a partir de agora, fosse aumentando até atingir o limite superior do gráfico de razão de preços determinado por 2,33 desvios-padrão acima da média histórica simples do período analisado. O que, ao final, iria conferir enorme vantagem relativa para a estratégia em questão.

Além disso, ao se utilizar a abordagem de retorno ajustado ao risco para as duas ações, não se detectou qualquer vantagem/desvantagem expressiva para qualquer das ações.

Definição da Estratégia

Ao se avaliar o balanceamento das quantidades (compra de PETR4 e venda de VALE5) adequadas para eliminação do risco sistemático da estratégia, fazendo-se com que ela venha a espelhar apenas a exposição ao risco específico de cada ação, chegou-se a uma proporção de 0,60 ação vendida de VALE5, frente a cada ação comprada de PETR4.

Esse “balanceamento” guarda uma diferença de cerca de 20% em relação ao que foi calculado por meio do índice Ibovespa futuro para cada uma das ações, resumido no estudo Estudo: Long-Short PETR4 x VALE5 – 16/07/12 (às 8h58).

A diferença pode ser explicada em parte pela utilização do índice Ibovespa futuro e pela não utilização do índice à vista  no caso, assim como pela diferença de uma semana na publicação (e cálculos) dos estudos Estudo de estratégia long-short: IBOV X VALE5 – 06/07/12 (às 15h57) e Estudo de estratégia long-short: IBOV X PETR4 – 12/07/12 (às 15h36).

Por outro lado, ao se fazer uma simulação histórica dos resultados da estratégia por meio de um trading system baseado em parâmetros estatísticos, chegou-se a uma diferença de retorno absoluta muito pequena entre o balanceamento obtido no estudo atual (de 0,60 ação vendida de VALE5, frente a cada ação comprada de PETR4) e no anterior (de 0,73 ação vendida de VALE5, frente a cada ação comprada de PETR4).

Dessa forma, pode-se inferir que um long-short onde se vende apenas 0,60 ação de VALE5 frente à compra de 1 ação de PETR4, possui uma exposição ao risco não sistemático de VALE5 x PETR4 inferior à estratégia que assume a venda de 0,73 ação da VALE5 ante a compra de 1 ação da PETR4. Ele é, portanto, um long-short mais conservador e menos arriscado; possuindo, por outro lado, uma expectativa de ganho inferior.

Bons negócios!

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