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QE3 – será que vai ajudar às bolsas?

10/07/2012

“… E a perspectiva é de que ele possa se acirrar, gerando retornos assimétricos e negativos cada vez maiores, na medida em que a percepção de solução do problema se mostrar cada vez mais distante.”

Que a Europa está em plena retração econômica, ninguém duvida. Que os EUA vem apresentando uma recuperação de sua economia abaixo do desejado  também não. Isso para não falar do Japão que, apesar de ser a terceira economia do mundo, nem ao menos é lembrada nas discussões sobre os rumos da economia mundial dado que já vem cambaleando há muitos anos.

A China, por sua vez, briga para manter crescimento econômico acima dos 7,5% a 8% aa, para dar suporte e emprego à sua imensa população. No Brasil, um aumento do PIB da ordem de 2,5% em 2012 pode ser considerado um resultado auspicioso, na medida em que já é possível esperar crescimento abaixo de 2% no ano.

Além disso, há a crise da dívida soberana europeia que “não ata nem desata”. Mesmo após o compromisso assumido pelos integrantes da UE na reunião de cúpula de final de junho e as concessões feitas à Espanha ontem, o futuro da zona do euro ameaça o desempenho futuro da economia do continente e, por tabela, do mundo inteiro.

Nesse cenário conturbado, vários bancos centrais acenam com novas edições de afrouxamento monetário (QE’s) como medida para combater a crise e estagnação das suas economias. Cabe perguntar: será que isso resolve o problema?

Em síntese, o que um QE faz é injetar recursos na economia e baixar os juros (os de longo prazo, porque os de curto prazo já estão na faixa de “zero porcento”) como consequência dessa expansão da liquidez. É como se o banco central emitisse mais moeda. Se a economia está em recessão profunda, que beira a depressão, a medida pode ser benéfica e, até, necessária.

Mas a questão é se essa medida pode ser aplicada por diversas vezes (QE1, QE2, QE3…) até que se consiga o resultado desejado. Percebe-se que a cada nova edição de um QE, sua eficácia tende a ser menor – na margem. Além disso, possui efeitos colaterais: ele causa “desequilíbrio” nos preços de ativos de risco que, no limite, pode se transformar em bolha especulativa entre outras consequências negativas.

A saída para a complicada situação da economia mundial pode não ser por meio desse tipo de “flexibilização monetária”. Por outro lado, as políticas fiscais expansionistas também possuem limitações; além de que, muitas vezes, nem ao menos são passíveis de serem aplicadas, dado o estado crítico das finanças de alguns países.

Dessa forma, os mercados ficam, em determinados momentos, “perdidos” e não conseguem enxergar uma “saída suave” para a crise. E as bolsas caem forte… Em seguida, aparece uma luz no final do túnel e o mercado sobe forte… Esse movimento ciclotímico que o mercado vem experimentando nos últimos meses gera muita volatilidade e incerteza.

E a perspectiva é de que ele possa se acirrar, gerando retornos assimétricos e negativos cada vez maiores, na medida em que a percepção de solução do problema se mostrar cada vez mais distante.

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