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Estudo Setorial – Varejo (Atualização em 13/06/12)

14/06/2012

O setor de varejo tem apresentado desempenho diferenciado do resto da bolsa nos últimos meses. Enquanto os investidores “fogem” das ações cíclicas, ligadas às commodities (por razões conhecidas), isso não acontece com as ações de varejo.

Apesar da redução das estimativas para o crescimento do PIB brasileiro, o mercado segue confiante no desempenho positivo do setor em 2012. Há várias razões para isso: elevação da renda da população, inflação controlada, alto nível de emprego etc.

Entretanto, dados apontam para o alto nível de endividamento das famílias, assim como para o aumento da inadimplência da população em geral junto aos bancos. Muitas das empresas de varejo, a exemplo das Lojas Renner e Lojas Marisa, funcionam como se fossem verdadeiras “financeiras” – ao conceder crédito para seus consumidores via cartões de crédito da própria marca.

Dessa forma, deve-se atentar para o impacto da inadimplência nas carteiras de crédito dessas varejistas, o que pode vir a comprometer os seus resultados futuros. Vale lembrar que a “atividade financeira” representa proporção crescente nos resultados das companhias do setor.

Pode-se ver abaixo o gráfico de Retornos Comparativos atualizado para o setor, que mostra quais ações estão “caras” e quais ações estão “baratas” frente ao retorno esperado de mercado – dados os vários betas calculados para elas. Note que as ações acima da “linha azul escura” estão “baratas” e as abaixo da linha, “caras”.

Por meio do gráfico atualizado de Retornos Comparativos encontrado abaixo é possível identificar e avaliar a diferença percentual de retorno existente entre as ações estudadas no setor de varejo.

Conclusão:

Por fim, para concluir a análise, pode-se ver uma tabela resumo atualizada com as principais características obtidas por meio do estudo.

Nota-se ao longo do estudo que as ações elencadas apresentam preços super-avaliados frente ao retorno esperado de mercado, com exceção das ações da Alpargatas (ALPA4). Após a publicação do resultado do 1TRI/12 (início de maio/12), ocorreu forte queda no preço dessas ações, o que colocou a companhia em posição relativamente “mais barata” do que a de seus pares do setor.

Metodologia:

As tabelas e gráficos foram elaborados com base nos preços de fechamento para as ações em 12/06/12, tendo como referência o retorno esperado de mercado para as ações em comparação com os retornos projetados pelos preços-alvos para essas ações coletados em várias instituições de mercado. Além disso, foram utilizados como referência uma taxa livre de risco de 8% aa e um prêmio esperado de risco de mercado de 14,80% aa.

Todos os resultados obtidos derivaram da construção de uma proxy para o setor de varejo, tendo como base as participações relativas das respectivas ações no índice ICON da BM&FBovespa.

Limitações:

É bom lembrar que tanto mudanças nos preços-alvo dessas ações, quanto nos preços negociados em bolsa para essas ações trarão como consequências mudanças nas suas relações comparativas. Dessa forma, o monitoramento dessa análise – tendo em vista a captura de possíveis modificações – é realizado pela InvestCerto em bases regulares.

Bons negócios!

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