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Nem só de QE devem viver as bolsas de valores

08/06/2012

As bolsas de valores mundiais não devem viver apenas na expectativa de novos “quantitative easings” (QE), ou afrouxamentos quantitativos, como principal driver para sua recuperação. Na verdade, parece que os bancos centrais das economias desenvolvidas, como EUA e zona do euro (FED e BCE), não pretendem aplicar novas edições do QE no curtíssimo prazo. Essa tendência foi confirmada nos últimos dias após seguidas declarações dos presidentes do FED e do BCE.

O que se deve pensar é que os mesmos já têm bastante experiência para avaliar os “efeitos marginais” que novas medidas do tipo podem vir a causar nas economias de seus países. Ou seja, será que o benefício esperado por eles é suficientemente grande que compense sua recorrente aplicação a cada percalço ou fraqueza apresentada por essas economias?

Há um sério agravante para a situação da economia mundial em geral, e para a economia europeia, em particular, decorrente da forte piora no quadro da crise da dívida soberana dentro da órbita da zona do euro. O problema além de econômico é político, e irá demandar muito tempo para sua resolução – sob o risco de ocorrerem rupturas irreversíveis se não houver consenso político na aplicação de medidas para sua resolução de imediato.

Isso complica sobremaneira a situação e perspectiva para a retomada do crescimento econômico mundial. Além disso, a fraqueza recente apresentada nas economias emergentes também impede a retomada do crescimento econômico mundial no curtíssimo prazo.

Nesse sentido o que se pode esperar para o momento? Uma aplicação maciça de QE’s ao redor do mundo? Esse tipo de medida tem mostrado que, na margem, beneficia muito mais a especulação e a formação de bolhas especulativas em ativos de risco do que propriamente as economias onde são aplicadas tais medidas.

Assim, caso tivessem resultado no efeito que seria desejado delas, já teriam, a essa altura do campeonato, revertido, em grande medida, a fraqueza recente apresentada por essas economias. Dessa forma, é possível que ao pesar na balança os prós e os contras da realização de novos QE’s, os bancos centrais se mostrem reticentes para aplicá-los novamente – pelo menos de imediato. Talvez prefiram “esperar pelo pior” para, então, fazer uso deles novamente.

Será que políticas fiscais ativas (expansionistas) implementadas por esses governos não teriam efeito mais efetivo e rápido nesse momento? Tais medidas poderiam ser mais efetivas em seu direcionamento e propiciar benefícios para os segmentos que apresentam maior fraqueza nessas economias. Aumento nos investimentos públicos, aplicação de benefícios fiscais para determinados segmentos,entre outras medidas, talvez tivessem uma melhor resposta do lado privado da economia do que a panaceia dos QE’s. E, com a vantagem de não deflagrar movimentos especulativos e insustentáveis nos mercados de capitais.

Para uma recuperação saudável das bolsas mundiais, tem que existir melhora nos fundamentos das principais economias e não apenas surtos especulativos causados por medidas paliativas para atender às pressões do mercado e dos investidores.

Bons negócios!

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