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Oportunidades em bolsa hoje: só se for gastando muito pouco

24/05/2012

A situação da Europa (e dos países da zona do euro) fica, a cada dia que passa, mais séria. As perspectivas não são nada animadoras. A Europa se encontra próxima de uma ruptura que pode ser política, além de financeira.

A dimensão financeira da crise é a sua parte mais visível. Com a saída atabalhoada  da zona do Euro pela Grécia, as consequências para o sistema bancário europeu e mundial seriam sem precedentes e, possivelmente, mais arrasadoras do que foram quando da crise de 2008.

Já a sua dimensão política (menos visível e comentada) poderia, em decorrência da total falta de acordo entre os países membros da zona do euro – ou até mesmo na órbita da Comunidade Econômica Europeia -, precipitar conflitos de ordem política muito sérios e alarmantes.

A verdade é a seguinte: a Alemanha não quer “pagar” pelos erros de política econômica de seus parceiros. Por outro lado, se ela mantiver sua posição, pode haver um impasse político.  Nesse caso, talvez ela própria opte por se retirar da zona do euro, abandonando os países com problemas fiscais. O caos seria total; e a ruptura completa, com consequências políticas e econômicas imprevisíveis para o mundo.

A situação imaginada, apesar de improvável, é possível. Com atenuantes para o cenário de pior caso, a economia global ainda deve passar por momentos delicados. Nessa situação, vale a pergunta: dá para pensar em comprar alguma ação com essa perspectiva adversa? Certamente que não.

O problema  é que não se pode precisar os desdobramentos da crise, uma vez que se trata de um evento extremo, de ruptura. Sendo assim, o ideal é “se fingir de morto” até a tempestade passar. Não se deve deixar influenciar pelas análises de que as ações estão muito baratas historicamente etc., etc., etc.

Lembre-se de que esses analistas podem estar sendo vítimas do efeito psicológico da ancoragem – viés cognitivo que ancora a percepção e capacidade de análise dos investidores, fazendo com que as ações pareçam estar baratas nesse momento frente aos valores negociados anteriormente à queda recente – que não foi pequena, diga-se de passagem. Vale lembrar que as ações podem ficar ainda mais baratas. Basta que o cenário prospectivo seja ainda pior do que é hoje.

Caso se acredite que, de fato, elas estão mesmo baratas, então deve-se procurar aferir o timing necessário para que esse investimento venha a ser bem sucedido. E ele depende tanto do momento em que se compra a ação, quanto do momento em que ela é vendida. Tem que haver disponibilidade total desses recursos pelo tempo que se imagina ser necessário para tornar o investimento bem sucedido. E isso é apenas uma condição necessária, mas não suficiente, para o sucesso da empreitada.

Por fim, para que não se culpe pelo resto da vida por ter deixado passar uma “oportunidade de ouro”, analise a possibilidade de comprar opções de compra sobre essas ações, onde o desencaixe realizado pela compra das opções equivale a uma pequena fração do valor que seria gasto na compra da ação à vista. Dessa forma, entre outras vantagens, ela poderia funcionar como um seguro (hedge com perda limitada), e permitiria que se adiasse a decisão da compra à vista da ação pelo prazo de vida da opção, à espera de um cenário mais favorável para o investimento em ações.

Bons negócios!

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