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Estudo: Curvas de Juros Spot e a Termo – 20/03/2012 (às 15h03)

20/03/2012

O Bacen vem reduzindo a taxa Selic desde a reunião do Copom de agosto/2011, quando ela estava fixada em 12,50% aa. O mercado foi surpreendido pelo início da queda da Selic naquele momento, assim como foi surpreendido pela magnitude do corte da Selic na reunião de março/2012 (0,75 pp). De novo, foi surpreendido quando da publicação da ata desta última reunião, quando o Copom afirmou que a queda da taxa Selic estaria limitada (por ora) à mínima histórica da taxa que é de 8,75% aa e daí em diante permaneceria estável.

A cada nova surpresa, um novo ajuste nas taxas de juros futuras dos DI’s e dos demais títulos de renda fixa negociados no mercado local. A pergunta agora é: até quando a taxa Selic permanecerá estável. E qual será a direção da próxima alteração da taxa: para cima ou para baixo?

Para responder a essa pergunta, é necessário avaliar alguns fatores fundamentais como, por exemplo, o comportamento da taxa de inflação e o desempenho do PIB local – assim como a situação da economia internacional.

A taxa de inflação (IPCA) acumulada em janeiro (0,56%) e fevereiro (0,45%) mostram que a inflação de 5,85%, tomada nos últimos 12 meses, arrefeceu em relação ao seu máximo recente atingido em agosto/2011 (7,31%).

Os juros reais foram previstos implicitamente em 3,70% aa no relatório Focus de segunda-feira (estimativa que já desconta no cálculo o IPCA de janeiro e fevereiro/2012 da inflação anual prevista no Focus), quando a estimativa de inflação para 2012 foi fixada em 5,27%.

Os juros reais para 2013 estão previstos agora em 4,50% aa, conforme estimativa da inflação anual prevista no Focus  para 2013, fixada em 5,27%.

Como referência para os cálculos acima, pode-se ver como eram cotadas (IPCA + juros anuais) agora há pouco as NTN-B para 15/05/2015 no site do Tesouro Direto:

NTNB 150515 15/05/2015 4,31%

Dessa forma, caso a estimativa de inflação do mercado suba (em decorrência de um aumento acima do esperado no IPCA), é provável que as taxas de juros dos DI’s  longos venham a subir. Por outro lado, se a inflação se mostrar mais comportada, as taxas dos DI’s longos devem ceder alguma coisa – lembrando do limite extra-oficial imposto pelo Copom para o nível da taxa Selic.

Além disso, deve-se prestar atenção ao comportamento dos indicadores de crescimento econômico interno que, de alguma forma, deverão corroborar a expectativa de inflação prevista pelo mercado.

Por fim, salvo alguma “catástrofe”  (chega não?) no desempenho das economias europeias e dos EUA, essa variável não deve ser determinante para novos ajustes para baixo na taxa Selic.

Os gráficos e tabelas das curvas de juros spot e a termo (curta e longa) dos DI’s negociados na BM&F se encontram a seguir.

Curvas_20-03-12 curta 15h03

Curvas_20-03-12 longa 15h03

As taxas Selic estimadas pelo mercado para as reuniões do Copom listadas abaixo são as seguintes:

– a meta Selic esperada para a reunião do Copom de 17 e 18/04/12 é de 9,10% aa, apresentando uma redução de 0,65 pp.

– a meta Selic esperada para a reunião do Copom de 29 e 30/05/12 é de 8,97% aa, apresentando uma redução de 0,13 pp.

Vale observar que foi considerado um prêmio de 0,11 pp ao ano acima das taxas de juros apresentadas pelos DI’s para se chegar às taxas (metas) Selic estimadas.

Bons negócios!

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