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Panorama de mercado semanal – 20/05/13 às 8h01

Renda Variável

Por favor, acesse o meu comentário semanal em

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/investidor-em-acao/

Renda Fixa – Brasil

Caso o FED venha mesmo a “desarmar” a sua política monetária de expansão desenfreada ainda esse ano, teremos um cenário mais complicado para a administração da política monetária brasileira. Isso já pode ser notado pela maior valorização do dólar frente ao Iene e euro; o que, ao final, poderá se traduzir em pressão baixista sobre o valor do Real internamente.

Dada a atual conjuntura de inflação rígida para baixo no Brasil, o Banco Central (BCB) terá que atuar mais firmemente sobre o dólar – já que sobre os juros o ajuste já se iniciou na última reunião do Copom – para não sancionar maior pressão na inflação.

Por isso, não se pode descartar maior pressão de aumento do patamar dos juros Selic no curto prazo pelo BCB, uma vez que o nível da Selic também pode fortalecer o real frente ao dólar contribuindo na frente de combate à inflação local.

O fato é que o mercado já acirrou sua expectativa de inflação para 2013 e 2014 – vide relatório Focus em http://www.bcb.gov.br/?FOCUSRELMERC – o que é sinal de que as coisas não vão bem e o BCB falha novamente na sua função de ancoragem das expectativas…

Por outro lado, o BCB trabalha premido pela necessidade de não abortar a retomada do crescimento econômico local ao combater a inflação, tentando segurar a cotação do dólar e aumentando a taxa de juros Selic. Eu não gostaria de estar na pele do presidente do BCB nesse momento…

Taxa Selic

O mercado terminou a semana passada projetando uma taxa Selic de 7,87% aa para a próxima reunião do Copom – a ser realizada em 28 e 29/05 – , conforme pode ser aferido pelo gráfico, a seguir.

TSelic 20-05-13 semanal

Como se nota, as taxas Selic projetadas para as próximas reuniões do Copom tiveram aumento frente às da semana que passou em decorrência do imbróglio de política econômica no qual o governo se meteu.

Por fim, veja, a seguir, os gráficos e tabelas das taxas de juros referentes tanto aos DI’s curtos quanto aos DI’s longos, ajustadas para 20/05/13. Vale observar também, o grau do ajuste nas taxas de juros, realizado pelo mercado na semana passada em relação às taxas ajustadas para 13/05/13.

DI’s de prazos curtos

Curvas_20-05-13 curta semanal

DI’s de prazos longos

Curvas_20-05-13 longa semanal

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Panorama de mercado semanal – 13/05/13 às 8h00

Renda Variável

Na sequência de indicadores macroeconômicos frágeis para o país (déficit da balança comercial, aumento na margem de 0,70% na produção industrial de março , resultado fiscal do governo), a bolsa brasileira deu sequência ao comportamento volátil – já usual em nosso mercado.

A semana foi “traiçoeira” para o comportamento das ações, pois ao longo dos dias pareceu que iria reverter a tendência predominante de baixa; mas não foi o que aconteceu.

Não se pode deixar de mencionar a “contribuição” de OGXP3 para a volatilidade da bolsa local na semana que passou, uma vez que o sobe e desce do preço da ação “enlouquece” qualquer um.

O que o índice Ibovespa ganhou nos primeiros pregões da semana, devolveu nos últimos, e com maior intensidade, já que no acumulado semanal o Ibovespa apresentou queda frente ao desempenho da semana anterior.

E a performance negativa aconteceu a despeito do excelente desempenho das principais bolsas internacionais, que romperam novamente suas máximas históricas.

Portanto, a menos de notícias locais que mobilizem os investidores para a compra, ficará cada vez mais difícil para o índice à vista romper a resistência determinada pelo teto do canal de baixa situado nos 56.270 pontos.

Vale observar que nem a resistência dos 55.520 pontos o Ibovespa conseguiu superar na semana passada…

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa até 10/05/13.

Diário

IBOV_Diario_2013-05-12_1328

Semanal

IBOV_Semanal_2013-05-12_1333

Renda Fixa – Brasil

A inflação de abril, medida pelo IPCA ficou em 0,55% no mês, levando o acumulado nos últimos 12 meses para 6,49% – “um milímetro” abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo com aceitável. O item alimentos que pressionou muito a inflação até esse momento começa a dar sinais de desaceleração, fazendo com que o governo projete uma inflação em queda para os próximos meses.

Resta observar que o mercado ainda possui dúvidas frente ao comportamento futuro da inflação, após o refresco obtido pelos alimentos, já que a inflação continua muito disseminada  entre os seus vários componentes.

Nesse sentido, o mercado ainda projeta aumentos futuros da taxa Selic (vide seção Taxa Selic), a qual ameaça fechar 2013 acima dos 8% aa.

As curvas de juros spot e a termo aumentaram sua inclinação na semana que passou, com destaque para as taxas de juros dos DI’s longos. A incerteza frente ao rumos da economia brasileira e mundial, assim como o comportamento negativo da inflação esperado para 2014, faz com que os prêmios de risco se elevem para o longo prazo.

Esse comportamento pode ser explicado pelo objetivo político do governo de fazer o que for possível para manter o crescimento do PIB em 2013, tendo em vista as eleições de 2014. Essa estratégia pode contribuir para arranhar mais ainda a credibilidade do Banco Central do Brasil, gerando mais incertezas à frente.

Veja, a seguir, os gráficos e tabelas das taxas de juros referentes tanto aos DI’s curtos quanto aos DI’s longos, ajustadas para 13/05/13. Vale observar também, o grau do ajuste nas taxas de juros, realizado pelo mercado na semana passada em relação às taxas ajustadas para 06/05/13.

DI’s de prazos curtos

Curvas_13-05-13 curta semanal

DI’s de prazos longos

Curvas_13-05-13 longa semanal

Taxa Selic

Por fim, o mercado terminou a semana passada projetando uma taxa Selic de 7,83% aa para a próxima reunião do Copom – a ser realizada em 28 e 29/05 – , conforme pode ser aferido pelo gráfico, a seguir.

TSelic 13-05-13 semanal

Isso deixa claro que o mercado manteve praticamente os mesmos patamares da semana passada em relação à Selic projetada para as próximas 3 reuniões do Copom. Entretanto, como se pode notar quando falamos dos DI’s há pouco, as suas taxas de juros tiveram forte aumento para os prazos mais longos. Nesse sentido, o mercado, “joga para a frente” a sua expectativa de aumento mais forte nas taxas de juros.

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Panorama de mercado semanal – 06/05/13 às 8h33

Renda Variável

O panorama na zona do euro, com a redução de 25 p.b. de sua taxa básica de juros, aliada à expectativa de novas medidas de estímulo para reverter a perspectiva de baixo crescimento no continente animaram as bolsas de valores da Europa semana passada.

Entretanto, nota-se que o crescimento econômico mundial não apresenta perspectivas muito favoráveis dado os resultados  negativos dos índices PMI da indústria tanto para a zona do euro, China e EUA divulgados na semana que passou.

Nos EUA, o FED deu indicações de que pode até aumentar seu programa de estímulos à economia, dado o crescimento abaixo do esperado registrado pelo PIB do país, referente ao 1TRI/13 há alguns dias e o fraco desempenho de indicadores econômicos (PMI de abril) divulgados ao longo da semana passada.

Apesar desses resultados, o país criou mais empregos do que o esperado em abril, tendo registrado criação de 165 mil postos de trabalho. Isso foi o suficiente para fortalecer as bolsas locais e garantir mais uma semana de alta para elas.

No Brasil, o Ibovespa registrou alta na semana (+2,28%), mas apresentou volatilidade tendo terminado a semana com direção indefinida e leve ganho no pregão (+0,30%) de sexta-feira – depois de ter registrado alta de 1,89% na máxima do dia.

As perspectivas para a economia brasileira continuam nebulosas, com diminuições sucessivas da taxa do crescimento do PIB esperada para 2013, que já está projetada abaixo dos 3%. Além disso, a mudança explícita no encaminhamento da política fiscal do governo tem deixado os investidores apreensivos e começa a arranhar a credibilidade de um dos suportes do tripé no qual a política econômica do país vinha se sustentando.

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa até 03/05/13.

Diário

IBOV_diario_2013-05-04_1545

Nota-se a existência de forte resistência do Ibovespa na faixa dos 55.520 pontos. Conforme pode ser percebido pelo gráfico diário, o índice vem apresentando dificuldade para romper essa resistência há cerca de 2 semanas.

Semanal

IBOV_semanal_2013-05-04_1548

Percebe-se que, apesar da forte recuperação na semana passada, o índice Ibovespa não teve força para superar a resistência assinalada no gráfico semanal – na faixa dos 55.520 pontos. Além disso, conforme ressaltado no Panorama de mercado semanal – 29/04/13 às 8h31, o Ibovespa ainda precisa romper, de fato, a resistência desse canal de baixa – nos 56.270 pontos – para configurar uma reversão de sua tendência baixista.

Renda Fixa – Brasil

O desenho traçado pela política fiscal do país, além da resistência (para baixo) da inflação faz com que o mercado de juros apresente forte potencial de volatilidade e incerteza. Não se engane pela aparente calma registrada na semana passada.

O Copom elevou a taxa Selic em 0,25 p.b., para o patamar de 7,50% aa, há alguns dias, sinalizando que estaria “de prontidão” para combater a insistência da inflação local em permanecer em patamar acima do desejado. Entretanto,  o mercado continua em dúvida quanto à intensidade e a duração do ajuste a ser feito na taxa Selic, em um ambiente de clara fraqueza e incerteza nos rumos da recuperação da economia mundial.

Nota-se que houve leve aumento da inclinação da curva de juros spot ao longo da semana passada para os DI’s de prazos mais curtos, enquanto que os de prazos mais longos registraram diminuição. Além disso, percebe-se que o mercado elevou ligeiramente o patamar esperado para a taxa Selic a ser definida na próxima reunião do Copom, marcada para 9 e 10/07.

Veja, a seguir, os gráficos e tabelas das taxas de juros referentes tanto aos DI’s curtos quanto aos DI’s longos, ajustadas para 06/05/13. Vale observar também, o grau do ajuste nas taxas de juros, realizado pelo mercado na semana passada em relação às taxas ajustadas para 29/04/13.

DI’s de prazos curtos

Curvas_06-05-13 curta semanal

DI’s de prazos longos

Curvas_06-05-13 longa semanal

Taxa Selic

Por fim, o mercado terminou a semana passada projetando uma taxa Selic de 7,82% aa para a próxima reunião do Copom – a ser realizada em  9 e 10/07 – , conforme pode ser aferido pelo gráfico, a seguir.

TSelic 06-05-13 semanal

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Panorama de mercado semanal – 29/04/13 às 8h31

Renda Variável

O PIB norte-americano referente ao 1TRI/13 veio abaixo do esperado, tendo registrado alta de 2,5% em base anualizada, quando as projeções rondavam os 3,5%.

Mesmo com a surpresa desagradável do anúncio do PIB mais fraco na sexta-feira, as bolsas de valores do país apresentaram recuperação essa semana, frente ao desempenho registrado na semana anterior.

Apesar da contínua fragilidade do crescimento econômico atual e futuro na Europa – com exceção do Reino Unido, que parece um pouco melhor do que seus pares europeus ao registrar crescimento de 0,30% no PIB do 1TRI/13 frente ao trimestre anterior -, as bolsas da região retomaram a alta ao longo da semana, favorecidas pela possibilidade de medidas de estímulo e recuo na taxa básica de juros a ser definida pelo BCE essa semana.

No mercado local, o destaque foi o desempenho positivo de OGXP3, que mostrou forte recuperação – apesar da volatilidade – ao fechar em R$ 1,83/ação, com especulações sobre potencial venda de parte da companhia e/ou ativos, além do equacionamento financeiro para viabilizar sua participação na nova rodada de leilões de poços de petróleo retomada pela ANP.

Além de OGXP3, as ações da Petrobras também foram muito beneficiadas ao longo da semana, devido ao iminente aumento do percentual de etanol na gasolina – que diminuirá a importação de gasolina pela Petrobras – e pela expectativa positiva frente ao balanço da companhia referente ao 1TRI/13, divulgado na sexta-feira.

A Petrobras registrou lucro de R$ 7,69 bi no trimestre, tendo o resultado superado ligeiramente a expectativa do mercado. Após os aumentos dos combustíveis obtidos pela companhia – além de outras medidas positivas do governo para beneficiá-la -, a perspectiva de lucro da companhia se mostrou muito mais favorável, tendo ensejado a recente recuperação de seus preços.

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa. A tendência do Ibovespa ainda continua sendo de baixa, apesar da melhora do índice na última semana. Por outro lado, como se pode ver pelos gráficos – tanto dentro da janela diária quanto semanal -, o Ibovespa registrou sensível melhora.

Entretanto, deve-se olhar com cautela essa melhora já que para configurar a mudança de tendência é necessário o rompimento da resistência do canal de baixa (semanal). Portanto, atenção para verificar se a melhora do índice significou, de fato, o registro de “um fundo” recente em termos gráficos, ou apenas uma recuperação eventual dentro da tendência de baixa predominante.

Diário

IBOV_diario_2013-04-28_1354

Semanal

IBOV_semanal2013-04-28_1400

Renda Fixa – Brasil

O diagnóstico do Banco Central e de seus diretores acerca da perspectiva da inflação local é muito negativo, conforme pode-se aferir da ata da última reunião do Copom:

“O julgamento de todos os membros do Copom é convergente no que se refere à necessidade de uma ação de política monetária destinada a neutralizar riscos que se apresentam no cenário prospectivo para a inflação, notadamente para o próximo ano”.

Além disso, é público que o diretor de política monetária do banco vê a inflação, nesse momento, como elevada, disseminada e resistente. Dessa forma, o mercado continua operando com cautela, e deve projetar um ciclo de aumento da taxa Selic mais longo do que o inicialmente previsto.

Resta ver qual será a intensidade do aumento (+0,50 ponto percentual para a reunião de maio?), uma vez que ele irá depender do comportamento da taxa de inflação nos próximos meses, a qual se espera que caia conforme projeções do governo. A conferir…

Veja, a seguir, os gráficos e tabelas das taxas de juros referentes tanto aos DI’s curtos quanto aos DI’s longos, ajustadas para 29/04/13. Vale observar também, o grau do ajuste nas taxas de juros, realizado pelo mercado na semana passada em relação às taxas ajustadas para 22/04/13.

DI’s de prazos curtos

Curvas_29-04-13 curta semanal

DI’s de prazos longos

Curvas_29-04-13 longa semanal

Por fim, o mercado terminou a semana passada projetando uma taxa Selic de 7,70% aa para a próxima reunião do Copom – a ser realizada em 28 e 29/05 -, e de 8,11% aa para a reunião marcada para 9 e 10/07, conforme pode ser aferido pelo gráfico, a seguir.

TSelic 29-04-13 semanal

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Panorama de mercado semanal – 22/04/13 às 7h44

Renda Variável- Brasil

A semana da bolsa de valores teve muita volatilidade devido aos vários eventos de impacto no mercado internacional (menor PIB registrado pela China no 1TRI/13, atentado em Boston – EUA, redução das projeções de crescimento econômico mundial pelo FMI, entre outros).

Na semana que passou, nem as bolsas dos EUA e da Europa escaparam da queda. Já no Brasil, fatores internos, em conjunto com a conjuntura internacional mais adversa produziram desempenho errático na bolsa local; e foram suficientes para proporcionar mais uma queda semanal do índice Ibovespa.

A volatilidade no mercado de taxas de juros futuras e a confirmação da elevação da taxa Selic em 25 pontos base também contribuíram negativamente para o desempenho do Ibovespa. Além disso, a certeza de que o governo lança mão de todos os expedientes à sua mão para garantir uma performance mais favorável do PIB local em 2013, também deixou o mercado preocupado.

Vale lembrar que o governo aumentou, e pretende aumentar ainda mais, seus gastos, em detrimento da manutenção no superávit primário anteriormente previsto para 2013 – em 3,1% do PIB. A expectativa é de ele tenha uma redução substancial frente ao nível obtido em 2012 (que só atingiu a meta dos 3,1% do PIB devido à exclusão dos gastos referentes a investimentos do PAC), dado que o governo já avalia novos expedientes legais para regulamentar uma redução mais forte.

Essa certeza, piorada por uma conjuntura interna de difícil controle da inflação, pode comprometer a credibilidade do governo na condução da  política econômica. Além disso, se adicionarmos à análise a existência de um cenário econômico internacional conturbado e ainda indefinido em face dos vários riscos presentes, pode-se desenhar um cenário difícil e possivelmente negativo para a perspectiva futura de desempenho da bolsa de valores local.

Caso o cenário internacional se complique e resulte em uma correção mais forte das bolsas de valores internacionais, será improvável que a bolsa local se descole desse movimento, registrando uma melhora em seu desempenho.

Por outro lado, se nada de pior ocorrer no exterior, o Ibovespa ficará mais leve para apresentar uma recuperação no curto prazo. Entretanto, para que isso aconteça, deve-se acreditar que os investidores deverão relativizar, em muito, os graves problemas econômicos locais.

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa. Tanto dentro de uma perspectiva diária quanto semanal, a tendência do Ibovespa continua de baixa – apesar da melhora do índice nos últimos dias nos dois últimos pregões da semana passada.

Diário

IBOV_Diario__15-04_a_19-04_2013-04-22_0659

Semanal

IBOV_Semanal__15-04_a_19-04_2013-04-22_0659

Renda Fixa – Brasil

A postura do Copom/Banco Central em relação à alta de 25 pontos base na taxa Selic semana passada – elevando-a para 7,50% aa -, sugere o seguinte recado ao mercado: o Banco Central, a despeito da recente polêmica sobre sua submissão aos desígnios do Planalto, indica que “não está morto” e que continua a fazer política monetária de combate à inflação. Será mesmo? Parece que ele peca de novo em sua estratégia de comunicação.

Conforme esperado, ao tomar conhecimento do ajuste mais “cauteloso” realizado na Selic, o mercado reagiu de imediato derrubando mais fortemente as taxas de juros dos DI’s de prazos mais curtos. Ao passo que também diminuiu, em menor intensidade, as taxas de juros dos DI’s de prazos mais longos.

A incerteza quanto à postura atual do Banco Central e a sua função de guardião da moeda permanece na cabeça do mercado, constituindo-se naquela sensação desagradável que normalmente sentimos quando alguma coisa – mesmo sem sabermos precisar exatamente o que – não vai bem.

Isso significa que o mercado deve continuar tenso e volátil até que novas evidências sobre a taxa de inflação se tornem conhecidas do mercado. E, sobretudo, que a ancoragem das expectativas dos agentes frente combate firme da inflação pelo Banco Central ainda não ocorreu. Pior para o Tombini…

De qualquer forma, fica o recado de que o início de um potencial ciclo de aumento da Selic já teria se iniciado. O que, de certa forma, alivia as preocupações, mesmo que seu início possa ter sido “tímido” e abaixo da expectativa do mercado.

Atenção para o relatório Focus dessa manhã; mais especificamente para a taxa meta Selic projetada pelo mercado para final de 2013. O mercado terminou a semana estimando uma taxa de juros a termo (pelo DI) pouco acima de 8% aa para o final de 2013. A sinalização do Focus é importante, na medida em que deve corroborar o consenso firmado pelo mercado para o juros DI ao final do ano. Vale lembrar que a diferença entre o DI e a taxa Selic, em geral, não passa dos 10 a 15 pontos base a favor da Selic.

Veja, a seguir, os gráficos e tabelas das taxas de juros referentes tanto aos DI’s curtos quanto aos DI’s longos, ajustadas para 22/04/13. Vale observar também, o tamanho do ajuste realizado pelo mercado na semana passada em relação às taxas de juros ajustadas para 15/04/13.

DI’s de prazos curtos

Curvas_22-04-13 curta semanal

DI’s de prazos longos:

Curvas_22-04-13 longa semanal

Por fim, após tanta volatilidade, o mercado terminou a semana passada projetando uma taxa Selic de 7,68% aa para a próxima reunião do Copom – a ser realizada em 28 e 29/05 -, e de 8,03% aa para a reunião marcada para 9 e 10/07, conforme pode ser aferido pelo gráfico, a seguir.

TSelic 22-04-13 semanal

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Panorama de mercado semanal – 15/04/13 às 8h11

… Entretanto, deve-se ponderar que o risco implícito na decisão de manter a Selic nesse momento e assimétrico, no sentido de que se teria muito mais a perder ao não elevá-la, do que o contrário.”.

Brasil

A dinâmica recente da economia brasileira começa a apresentar sinais de cansaço. Apesar das estimativas de crescimento do PIB realizadas tanto pelo governo como por alguns analistas econômicos na faixa de 3,5% a 4% em 2013, o índice IBC-Br, que se presta a sinalizar a direção e intensidade do crescimento econômico no futuro tropeçou em sua série histórica em fevereiro, ao apresentar recuo de 0,52% frente ao aumento de 1,43% registrado em janeiro/13, como se pode observar a seguir.

IBC-Br série

O governo tem feito o que está a seu alcance para estimular o crescimento da economia, dentro de uma conjuntura onde o consumo das famílias começa a perder força. Não pela situação do emprego e da renda, que permanecem muito favoráveis; mas, pelo comprometimento de sua renda com o consumo recente de bens e pelo aumento da inflação que começa a determinar perda real de salários e renda.

Além disso, o governo vem “queimando a gordura” de seu resultado primário, ao comprometê-lo com uma série de desonerações e renúncias fiscais que, apesar dos esforços, não parece ter tido efeito substancial tanto sob a ótica da dinâmica inflacionária atual quanto sob a ótica do investimento privado.

Dessa forma, além da questão relativa ao intervencionismo exacerbado do governo na economia que prejudica sobremaneira o desenvolvimento do mercado de capitais, pesam contra o desempenho da bolsa de valores uma situação de retração potencial do consumo piorada pelo virtual aumento da taxa básica de juros.

Tudo isso combinado com a ausência de investimentos (privados e públicos) em nível suficiente para recompor a demanda (em um primeiro momento) e a oferta  (em um segundo momento) agregadas.

Veja a seguir os gráficos candlestick diário  e semanal do índice Ibovespa.

Diário

IBOV_diario_2013-04-14_1857

Nota-se que o desempenho favorável dos primeiros dias da semana foi substituído por quedas sucessivas nos últimos dois pregões da semana.

Semanal

IBOV_Semanal_2013-04-14_1858

Esse fraco desempenho fica mais claro ao se visualizar o gráfico semanal do Ibovespa, que continua a mostrar tendência de queda para o índice, a despeito de ter conseguido se manter acima do suporte dos 54.530 pontos.

Entretanto, não se pode deixar de ressaltar a “derretida” nos preços de OGXP3, que certamente contribui para a queda do índice na semana.

Renda Fixa – Brasil

A divulgação da taxa de inflação (IPCA) de março/13, – que em base mensal registrou 0,47%, e nos últimos 12 meses 6,59% -, apesar de ter vindo abaixo do esperado no mès, consolidou o movimento de ajuste para cima nas taxas de juros dos DI’s futuros, após muita oscilação ao longo da semana passada.

Mercado futuro de taxas de juros

Conforme pode ser observado pelo gráfico abaixo, tomando-se as taxas de juros projetadas pelos DI’s, espera-se que o Copom venha a aumentar a taxa Selic para a faixa dos 7,50% aa – 7,60% aa em sua reunião marcada para 16 e 17/04 próximos. Entretanto, não se pode dizer que a elevação na Selic não supere o patamar projetado, já que se especula por um aumento de até 0,50 p.p., o que traria a Selic para o patamar de 7,75% aa.

TSelic 15-04-13

* Método utilizado para estimação das taxas Selic: interpolação exponencial. Diferencial entre taxa CDI e taxa Selic estimado em 0,11 p.p.

O mercado procurou reproduzir por meio do ajuste nas taxas, o início do ciclo de aumento da Selic, em linha com a preocupação, externada pelo Banco Central – e o governo em geral -, com o patamar e difusão da taxa de inflação corrente no país. Vale observar o tamanho e a direção do ajuste ocorrido nas taxas de juros (em pontos percentuais – p.p.), que aparece na coluna Delta taxa Spot (p.p) nos gráficos abaixo.

O movimento de alta das taxas de juros futuras não foi linear ao longo de todos os vencimentos de DI’s futuros, conforme o balanço de uma gangorra. Como pode ser percebido pelos gráficos e tabelas de taxas de juros spot e a termo referentes ao fechamento de 12/04/13 – ajustados para 15/04/13  -, houve forte elevação nas taxas de juros para os vencimentos de DI’s mais curtos, enquanto que para os mais longos, as taxas de juros registraram recuo.

DI’s de prazos curtos

Curvas_15-04-13 curta ajustada

DI’s de prazos longos:

Curvas_15-04-13 longa ajustada

Resta ver qual será o veredito do Copom na quarta-feira que, se for contrário ao esperado pelo mercado, poderá inverter o movimento das taxas de juros registrado na semana passada – derrubando as de prazos mais curtos e elevando as de prazos mais longos.

Entretanto, deve-se ponderar que o risco implícito na decisão de manter a Selic nesse momento e assimétrico, no sentido de que se teria muito mais a perder ao não elevá-la, do que o contrário.

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Panorama de mercado semanal – 08/04/13 às 9h57

“… Entretanto, cabe perguntar se, de fato, as bolsas de NY possuem fundamento econômico real para continuar a subir – acima das máximas registradas antes da crise de 2008 -, ou se tudo não passa de uma tremenda bolha especulativa que pode precipitar em um forte ajuste negativo em breve?…”.

Brasil

A prorrogação do IPI para veículos no Brasil mostra que a prioridade do governo é o crescimento econômico, ao procurar estimular – de todas as maneiras – o fraco desempenho corrente da indústria brasileira como um todo e da indústria automobilística em particular para 2013.

Bolsa

A semana foi ruim para a bolsa de valores local, com o Ibovespa testando mínimas em cerca de 9 meses. Entretanto, como se pode notar, nos últimos dois dias da semana passada o índice Ibovespa conseguiu manter importante nível de suporte diário na faixa dos 54.500 pontos, apesar de ter testado os 53.870 pontos na quinta e na sexta-feira.

Veja, a seguir, os gráficos candlestick diário e semanal do Ibovespa, com base no fechamento de 05/04/13.

Diário

IBOV_diario_2013-04-08_0728

Semanal

IBOV_Semanal_2013-04-08_0731

A excessiva intervenção do governo na economia, e dúvidas acerca de seus fundamentos têm levado os investidores a sair da bolsa de valores local.

Exterior

No exterior, as bolsas de valores deram sinais de relativo esgotamento do movimento de alta, com realização de lucros, principalmente na Europa. O cenário europeu continua conturbado, com escândalos financeiros na Espanha, perspectiva de novas eleições na Itália e a contínua repercussão negativa da solução adotada em Chipre. Tudo isso regado à certeza de uma retomada econômica incerta no continente nos próximos meses.

Nos EUA, as bolsas de valores parecem ter antecipado, já há algum tempo, a relativa melhora na economia do país. Essa antecipação foi, em grande medida, consequência da política monetária super-expansionista adotada pelo FED, por meio dos recorrentes QE’s (relaxamentos quantitativos) que resultaram em compras bilionárias de treasuries pelo FED.

Entretanto, cabe perguntar se, de fato, as bolsas de NY possuem fundamento econômico real para continuar a subir – acima das máximas registradas antes da crise de 2008 -, ou se tudo não passa de uma tremenda bolha especulativa que pode precipitar em um forte ajuste negativo em breve?

Renda Fixa – Brasil

No Brasil, a indefinição acerca da direção da taxa básica de juros dentro de um quadro de inflação pressionada, cercada pela incerteza causada frente a realização de uma política fiscal excessivamente expansionista pelo governo Dilma, faz com que o mercado de juros ora acredite em iminente aumento da taxa Selic, ora acredite em sua manutenção por longo período.

Desde a publicação do relatório Focus referente a 22/03 até o relatório de 28/03, não aconteceram mudanças expressivas com relação às expectativas do mercado frente às principais variáveis macroeconômicas do país para 2013 e 2014.

O destaque continua sendo a taxa de inflação esperada (pelo IPCA), que permanece na faixa dos 5,70% a 5,80% para 2013 e 5,68% a 6,00% para 2014. Já no caso do câmbio, as cotações esperadas não têm apresentado grande oscilação, tendo variado em torno dos R$ 2,00/US$ a R$ 2,05/US$ para 2013 e 2014 respectivamente.

Veja detalhes em http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp, assim como as previsões atualizadas do mercado para essa semana.

Nesse sentido, a incógnita continua sendo o que o Copom fará em sua reunião marcada para o meio de abril. A considerar a taxa de juros implícita nos DI’s, o mercado trabalha, nesse momento, com estabilidade da Selic em 7,25% aa, apesar de toda a polêmica criada sobre a independência ou não do Banco Central em relação à definição da política monetária em um cenário de necessidade de retomada do crescimento econômico do país.

Confira, a seguir, as taxas de juros Selic estimadas pelo mercado, com base nas cotações de fechamento de sexta-feira, ajustadas para essa manhã de segunda-feira.

Tx Selic ajuste 08-04

As taxas de juros dos DI’s futuros apresentaram oscilações características de uma “gangorra” na semana passada, em função da expectativa criada pela incerteza referente à atuação do Banco Central na definição da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom: ora aumentando, ora diminuindo a inclinação da curva de juros spot, na medida em que se esperava, respectivamente, o adiamento da elevação da Selic ou o seu aumento imediato.

Pode-se ver, a seguir, o gráfico e tabela  de taxas de juros spot e a termo referentes ao fechamento de 05/04/13 – ajustados para 08/04/13.

DI’s de prazos curtos:

Juros DI curtos ajuste 08-04

DI’s de prazos longos:

Juros DI longos ajuste 08-04

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Comunicado importante – 30/03/2013

Caros leitores,

A partir de Abril, o blog InvestCerto apresentará seus posts semanalmente. Ou seja, uma vez por semana, procurando avaliar o comportamento dos ativos na semana anterior, assim como estimar o seu desempenho para a semana seguinte.

Grato pela atenção.

Att.

Luiz Rogé

Estudo: Estimativa de taxas Selic: 28/03/2013 às 10h39

As projeções para a taxa Selic para as próximas reuniões do Copom permaneceram estáveis ante o registrado ontem de manhã.

Os DI’s referentes à taxa Selic projetada para a reunião de abril têm recuado, fazendo com que a estimativa do mercado para a Selic permaneça estável em 7,25% aa nesta reunião do Copom.

Veja, a seguir, como o mercado está estimando a Selic às 10h39.

Taxas Selic:

- a meta Selic esperada para a reunião do Copom de 16 e 17/04/13 é de 7,24% aa, apresentando estabilidade frente à taxa Selic estimada para a reunião anterior.

- a meta Selic esperada para a reunião do Copom de 28 e 29/05/13 é de 7,42% aa, apresentando alta de 0,18 p.p. frente à taxa Selic estimada para a reunião anterior.

- a meta Selic esperada para a reunião do Copom de 9 e 10/07/13 é de 7,87% aa, apresentando alta de 0,45 p.p. frente à taxa Selic estimada para a reunião anterior.

Veja, a seguir, o gráfico das taxas meta Selic estimadas entre as reuniões programadas pelo Copom.

TSelic 28-03-13

* Método utilizado para estimação das taxas Selic: interpolação exponencial. Diferencial entre taxa CDI e taxa Selic estimado em 0,11 p.p.

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Estudo: Curvas de Juros Spot e a Termo – 28/03/2013 às 10h39

Relatório Trimestral de Inflação

O Banco Central do Brasil (BCB)publicou hoje seu relatório trimestral de inflação, onde previu que a inflação em 2013 deve ficar em 5,70%. Houve significativo aumento em relação à previsão feita pelo BCB em dezembro/2012.  Já para 2014, a previsão atual de inflação é de 5,3%, ante 4,9% do relatório anterior.

Quanto ao crescimento econômico, medido pela variação do PIB do país, o BCB espera aumento de 3,1% em 2013.

Para detalhes, acesse RTI em http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2013/03/ri201303P.pdf

Tanto no caso da inflação de 2013, quanto no caso do crescimento do PIB para o mesmo período, as peojeções do Banco Central não diferem significativamente das projeções do mercado, conforme o relatório Focus divulgado na última segunda-feira – veja o RF em http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20130322.pdf.

Mercado Futuro de Taxas de Juros

Dessa forma, as taxas de juros negociadas no mercado futuro de DI não tiveram alterações expressivas frente ao nível de fechamento do pregão de ontem.

Aqui vale uma observação sobre a declaração da presidente Dilma acerca da política monetária. Assim que foi noticiada sua declaração que questionava o tipo de política monetária restritiva que reduzia o crescimento econômico do país, o mercado derrubou fortemente as taxas de juros dos DI’s negociadas até aquele momento, acreditando que o Copom não deveria proceder ao aumento da Selic em sua próxima reunião – e, quem sabe, nas próximas.

Mesmo após a afirmação da presidente Dilma e do presidente do BCB de que houvera um mal-entendido acerca do sentido real de sua declaração, as taxas de juros não apresentaram recuperação em relação aos níveis do fechamento ajustado para ontem.

Veja, a seguir, as curvas de juros spot e a termo para os DI’s curtos e longos às 10h39, assim como as variações das taxas de juros frente aos níveis estabelecidos pelos ajustes corrigidos para hoje.

Curva de DI’s curtos:

Curvas_28-03-13 curta 10h39

Curva de DI’s longos:

Curvas_28-03-13 longa 10h39

Taxas de Juros pós-fixadas

A NTN-B Principal de 15/05/2019 é negociada a 3,66% aa; estável em relação à taxa de 3,68% aa, registrada na manhã de ontem – conforme o web site do Tesouro Direto.

Veja, a seguir, como estão cotados todos os títulos negociados pelo Tesouro Direto esta manhã.

TD_2013-03-28_1111

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